Pular para o conteúdo principal

O SALMO 23

O teatro estava lotado, a expectativa em ouvir as poesias e ver os poetas trouxe centenas de pessoas e até caravanas com torcidas para animar a platéia.

No meio daquele auditório havia um homem observador que me contou um fato muito interessante. Ele me falou de duas pessoas que recitaram o mesmo Salmo. O Salmo 23.

O primeiro homem aparentava ter seus quarenta anos de idade. Ele entrou no palco com muita elegância, muito bem vestido com seu terno escuro e uma gravata colorida. Sua voz possante, como a de um radialista, chamou a atenção do público que silenciosamente ouviu seu recital expressivo, pois ele falou com muita firmeza:

“ O Senhor é o meu pastor e nada me faltará, Ele me faz deitar em pastos verdejantes, guia-me mansamente às águas tranqüilas, refrigera minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum...” , e assim foi...

A platéia entusiasmada se levantou e aplaudiu incessantemente, ouvia-se até alguns assovios.

O segundo homem, de aparência humilde, devia ter aproximadamente a mesma idade do primeiro. Ele não tinha o timbre de voz tão forte e o microfone se fazia necessário, mas o povo expectador reagiu normalmente com respeito e atenção.

Com certa tranqüilidade e com muita convicção ele recitou:

“O Senhor é o meu pastor e nada me faltará, Ele me faz deitar em pastos verdejantes, guia-me mansamente às águas tranqüilas, refrigera minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque tu estas comigo, a tua vara e te cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

Curiosamente ninguém se levantou para aplaudir. Ouviam-se apenas alguns soluços e gemidos bem baixinhos. A platéia chorou.

O homem observador olhou para o lado, percebeu que alguém estava conversando e prestou atenção na conversa, pois a pergunta que o rapaz fez ao outro era demais interessante.

“Os dois recitaram o mesmo salmo, porque a platéia reagiu assim?” A resposta veio imediatamente: O primeiro homem tem o Carisma, ele é muito carismático e o segundo tem o Crisma, ele é ungido. O primeiro conhece o Salmo do Pastor, dá pra perceber que o segundo homem conhece o Pastor do Salmo.

Moral da história:Não basta apenas ouvir sobre o mestre Jesus e tentar reproduzir suas palavras. O mais importante é andar com Ele e viver segundo os seus propósitos.

“o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. APÓSTOLO PAULO

Professor JOÃO LEANDRE JORGE

leandrejorge@gmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Coerência

Coerência A conversão de Saulo no caminho de Damasco (Atos 9.3-5) Saulo estava respirando ameaças e mortes quando, no caminho, se defrontou com Jesus, a quem, na verdade, perseguia quando violentada seus seguidores. Esse confronto com a realidade fez Saulo refletir sobre sua incoerência ao ameaçar e procurar matar os cristãos, pois entendia que eles não anunciavam a verdade. Uma pessoa incoerente é uma pessoa cujo comportamento é marcado pelas incertezas, indecisões, falta de lógica ou que não é sincero ou autêntico. O pensamento de Saulo para agir com tamanha violência se pautava numa mentira, ou falseamento da realidade, anunciada pelos sacerdotes da época, que corromperam alguns soldados para negar que Jesus havia ressuscitado, e, pior, que mentissem às pessoas dizendo que os discípulos haviam roubado o corpo de Cristo. Um absurdo! A raiva e o ódio que Saulo nutria a partir de uma falsa realidade dos fatos fez com que se lançasse numa campanha militante...

Pense nisso - 001 - Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai

Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai “Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (Hebreus 3.1) Sabe a razão do escritor bíblico nos chamar de irmãos santos? Filiação. Ao participar da filiação celeste, também nos tornamos participantes da santidade envolvida na filiação. Sem esse aspecto jamais ninguém verá a Deus. A palavra usada no grego para traduzir “santo” é “agios”. Essa palavra é um adjetivo - uma qualidade. O termo básico é “agos”, que indica qualquer coisa que infunde “temor religioso”. Esses sacrifícios tinham de ser sem defeito; e daí é que lhe veio o sentido de “puro”. Aquele que santifica e aqueles que são santificados têm todos, uma mesma “origem”, isto é, o mesmo Pai. A vocação celestial é a salvação pela qual recebemos de Deus. Ele nos chama para a filiação. Por isso a exortação “considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão”. “...

O Chamado para os Gentios: quando a Igreja compreendeu que o Evangelho era para todos

O capítulo 13 de Atos marca uma das maiores mudanças da história da Igreja. A narrativa deixa de concentrar-se em Jerusalém e passa a acompanhar a expansão missionária do Evangelho entre os povos gentios. Essa transição não aconteceu por iniciativa humana, mas pela direção soberana do Espírito Santo. A igreja de Antioquia tornou-se um modelo para todas as gerações. Era uma comunidade caracterizada pela diversidade, maturidade espiritual, oração e compromisso missionário. Enquanto seus líderes adoravam ao Senhor e jejuavam, o Espírito Santo ordenou que Barnabé e Saulo fossem separados para uma obra específica. Esse episódio revela que a missão cristã nasce na presença de Deus. Antes da estratégia vem a adoração; antes do planejamento vem a oração; antes do envio vem o chamado. Ao longo da primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé enfrentaram oposição espiritual, representada por Elimas, o mágico. Entretanto, a autoridade do Espírito Santo prevaleceu, demonstrando que nenhuma força...